quarta-feira, 24 de setembro de 2008

domingo, 14 de setembro de 2008

“UMA AVENTURA NO RIO”


Dillingen, 31 Agosto de 2008

O rio está “flat” e o Xico de mochila e farnel ás costas não vê a hora de ser fazer a ele na ânsia de poder remar contra as margens. Esta é imagem que nos ficará para sempre na retina ao longo dos anos…

Eis que sai a primeira canoa, com dois “experts” ao leme e que desde logo se predispuseram a cumprir as instruções do auxiliar de canoa. “ Passem junto à ponte!”, disse ele num inglês macarrónico.
Bem dito, mal feito e três segundos depois já a canoa estava “a marrar “ numa pedra de médio porte, mas sem se terem registado feridos. Siga viagem, pois ainda faltam duas horas e meia se tudo correr bem e as canoas o permitirem. A última largada foi um pouco atribulada pois esqueceram-se de dizer à Sandra, logo de início, que era preciso remar e não somente contemplar a Mãe natureza. Nada que as ribas do rio não pudessem resolver e de novo a embarcação foi devolvida ao leito do rio. Cinco minutos volvidos e volto-me para trás e reparo numa serpente que se arrasta ao longo da água….fui traído por uma miragem e afinal era uma vez mais uma canoa que teimosamente não obedecia aos donos e os fazia perder a paciência. De imediato uma fragata da Marinha Luxemburguesa se fez ao caminho com dois tripulantes a bordo ( Paulo e Joe Schleck) que depois de abalroar a barcarola deu indicações dos procedimentos a adoptar em casos destes, mas sem recorrer a extintores ou detectores de fumos ( se bem que cheirasse a erva queimada).

A partir daqui a coisa encarrilou e a aventura dos rápidos passou a ser vivida de outra forma. Com um ritmo forte e cadente ( duas remadas a cada 30 segundos) era fácil ir desbravando estas águas que se mostravam límpidas cada vez que nos afastávamos de um parque de campismo à beira-rio montado ou quando não estava alguém a urinar para as mesmas.
A meio da prova já pressentíamos que os mínimos Olímpicos para Londres 2012 iam ser atingidos fácil fácil daí que a alegria nos tivesse invadido o espírito e rejubilássemos de contentamento. Altura ideal para comer uma sandocha ou duas, beber uma bejeca e fumar mais um prego para descomprimir. Bem…foi bom para quem levou algo para trincar porque os restantes já perguntavam de 15 minutos em 15 minutos que horas eram pois a larica apertava.

Antes da meta avistámos algumas espécies animais com penas bem cuidadas e pudemos confirmar que a profundidade do rio não era por aí além, visto termos visto uns gansos a nadar e a água dava-lhes pelo peitinho. Por desvendar ficou ainda o mistério do crocodilo de água doce que costuma atacar perto de Bollendorf-le-Pont em dias de feira, levando consigo T-shirts da moda e mobiliário rústico em saldo, mas que desta vez não fez a sua já tradicional aparição. Talvez tenhamos mais sorte para o ano…

Na recta final as equipas de K2 deram o seu máximo para ver quem vencia a prova, sendo que um dos grupos teve problemas e foi virado pela força da corrente…Acontece aos melhores!!!

Na chegada um misto de missão cumprida e fome enchia-nos o espírito, mas a fome falou mais alto e depressa nos pusemos ao caminho para recuperar as viaturas, ficando em terra os respectivos cônjuges de alguns elementos desta prova, a saber Larisa, Sara, Sandra e Graciete. (não é que acertei???? 4 palavras e um ponto final. Ele há coisas do Demo!!!).

De regresso e já no parque de merendas várias iguarias foram provadas, desde a sandes de caranguejo, passando pela banana semi-assada com erva, chouriço carbonizado e queijo-chulé!!! Depois de algumas pessoas terem batido uma bela sorna, devido a “Insomnia” da noite anterior, belos momentos de descontracção foram proporcionados, por vários elementos masculinos, a todos os presentes. O Francisco sacou do seu repertório de música Portuguesa avacalhada e o Daniel das suas anedotas extra-hot, tipo as salsichas Frankfurt que o Nuno tanto gosta e assim se passou o resto da tarde.

No lusco-fusco da noite decidimos abandonar este belo recinto de lazer para nos fazermos à estrada e prepararmos mais uma semana de trabalho, sem que antes o Xico tivesse prometido que para o ano voltaria a fazer o mesmo percurso numa canoa…com motor!!!

Obrigado a todos os participantes e fica desde já agendada a próxima aventura de canoa a realizar num riozito que fica entre a América e o Canadá, de seu nome Niágara.

Beijos e abraços.

Reinaldo

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Manual do perfeito participante das Noites da Pila

Pois é, como as noites da pila estam cada vez mais na berra aqui fica um pequeno lembrete sobre os sintomas e as soluções em caso de bebedeira:

1. Sintoma: Pés húmidos e frios.
Causa: Estás a agarrar o copo com um ângulo incorrecto.
Solução: Vai virando o copo até a parte aberta ficar virada para cima.

2. Sintoma: Pés quentes e molhados.
Causa: Já te mijaste.
Solução: Procura a casa de banho mais próxima e seca-te.

3. Sintoma: A parede à tua frente está cheia de luzes.
Causa: Caíste de costas.
Solução: Posiciona o teu corpo 90º em relação ao chão.

4. Sintoma: Tens a boca cheia de beatas de cigarros.
Causa: Caíste com a fronha dentro do cinzeiro.
Solução: Cospe e enxagua com um bom gin tónico.

5. Sintoma: O chão está desfocado.
Causa: Estás a olhar através de um copo vazio.
Solução: Enche o copo!!!

6. Sintoma: O chão está a mexer-se.
Causa: Estás a ser arrastado.
Solução:Pergunta ao menos para onde é que te estão a levar,caso seja para outro bar está tudo bem, no caso contrário, manifesta-te!

7. Sintoma: Reflexo de caras a olhar para ti através da água.
Causa: Estás no lavatório a tentar ir ao grego.
Solução: Mete o dedo na garganta.

8. Sintoma: Ouves as pessoas a falar com um estranho eco.
Causa: Tens o copo na orelha.
Solução: Pára de te armar em parvo.

9. Sintoma: A discoteca mexe-se muito, toda a gente está vestida de branco e a música já começa a ser repetitiva.
Causa: Estás numa ambulância.
Solução: Não te mexas; possível coma alcoólico.

10. Sintoma: O teu pai parece chateado e os teus irmãos olham para ti como se não soubessem quem tu és.
Causa: Ups! Casa Errada!!!.
Solução: Pergunta se sabem onde fica a tua.

11. Sintoma: Um enorme foco de luz do disco quase te deixa cego.
Causa: Estás a arrochar no meio da rua e já amanheceu.
Solução: Café e uma boa sorna